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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Avião real elétrico - Perto da realidade – Cessna 172 elétrico
Alta confiabilidade, baixo custo operacional e segurança avançada são alguns dos benefícios que se pode esperar de um Cessna 172 com motor elétrico, de acordo com George Bye, CEO da Bye Energy, que se juntou com Charlie Johnson, ex presidente da Cessna Aircraft, durante o projeto Green Flight na última semana em Long Beach, California.
“A tecnologia de baterias ainda não está suficientemente avançada” disse George, mas estamos apostando em mais dois ou três anos de desenvolvimento.
Johnson descreveu o projeto desta maneira: “Nós estamos falando sobre remover um motor convencional de quase 200 KG de dentro da aeronave substituindo-o por um motor elétrico de 18 a 20KG! Isso nos dará 180KG de diferença para colocar outras coisas a bordo, sendo que 290 a 315KG serão usados para armazenar as baterias.”
Durante uma revisão de motor, um proprietário de um C172 poderá optar por instalar um motor elétrico pelo custo de um motor convencional novo.
A fase um de desenvolvimento será uma aeronave de dois lugares com autonomia de 1 hora de voo. Com o avanço da tecnologia, a fase 2 terá autonomia de 2 horas.
Uma maior confiabilidade é o que se espera do motor elétrico, que deverá ter uma capacidade operacional de 20,000-30,000 horas contra 2,500-3,000 horas de um motor convencional. Ao mesmo tempo, o motor terá uma operação mais suave com menos vibração e barulho.
O custo operacional também será menor, na faixa de 75 a 80% menos. Um Cessna convencional tem um custo por hora de voo de 55 a 60 dólares, enquanto o elétrico está estimado em 10 dólares por hora.
Há também vantagens em termos de performance, já que ao contrário dos motores convencionais um motor elétrico não perde potência com o aumento da altitude. A carenagem do motor também será mais fina já que não precisa ter uma boca enorme para resfriar o radiador de óleo, isso vai resultar numa diminuição de 10 a 14% de arrasto aerodinâmico.
A aeronave da fase 1 começará os testes de taxi no primeiro trimestre de 2011, deve voar na primavera (americana) e voar no verão. A aeronave da fase 2 terá uma hélice de 6 pás e painéis solares no extradorso da asa e um dispositivo gerador de energia nas pontas das asas para se aproveitar dos vórtices aerodinâmicos. A companhia pensa em também desenvolver um tipo de APU com um tanque de 16 a 20 litros que poderia gerar eletricidade para aumentar o alcance da aeronave.
Outras inovações? Durante as descidas, a hélice passa a gerar eletricidade para recarregar as baterias, o que seria ideal para aeronaves de treinamento.
Fonte: EAA News
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