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domingo, 1 de novembro de 2009

Feijó - continuação

O LOCAL

O Aeródromo Feijó, pista recentemente reformulada para receber a certificação  ANAC para pousos e decolagens de aeronaves de pequeno porte, abriga em suas dependências uma área dedicada aos aero/helimodelistas com todo conforto, e instalações adequadas à prática do nosso hobby, por estar próxima da nossa capital, oferece uma alternativa excelente para os nossos vôos caso percamos a Mito, que é um terreno do governo do estado e prestes a se tornar um novo centro de convenções.


O CRASH

A decolagem foi normal e tudo indicava que o vôo do Safir seria rotineiro como sempre foi nos últimos 10 anos, por esta máquina o Paulinho tinha um carinho especial, pois a conhecia desde sua construção que foi executada inteiramente por ele mesmo.
Após várias manobras 3D, e após uma passagem baixa especialmente emocionante, o Cmt. decidiu fazer uma outra passagem baixa, desta vez de dorso Veio na perna do vento de dorso, quando estava girando base para a passagem, houve uma pane nas comunicações com o rádio e o aparelho caiu feio, perda total. Ficou no entanto a lição pelo alto espírito esportivo do Cmt. Paulo Dibe, que encarando este fato como normal na nossa atividade, voltou-se novamente a auxiliar alguns companheiros na regulagem de seus modelos.


Obrigado ao Luzinom, um dos sócios do campo, que nos acolheu com amizade e carinho, e ao próprio Paulinho pelo convite do churrasco.

Aeródromo Feijó, churrasco, lenha e dor de barriga


O negócio foi o seguinte, na sexta feira Paulo Dibe, Paulinho para os íntimos, me convidava "Alberto vamos amanhã para o Aeródromo Feijó para uns vôos e uma churrascada, topas?". é claro que topei na hora, primeiro pela companhia agradável do Paulinho , e dos amigos que estariam por lá, o Lizenom, dono do lugar e de um aeromodelista que também é músico profissional, mas detesta música, que no momento me foge o nome. Pois bem, à sugestão do Paulinho comprei logo de manhã uns quilos de fraldinha, carne gostosa, molinha e barata, excelente relação custo benefício, chegando no local, quase ao mesmo tempo dos outros passamos a providenciar os preparativos iniciais. Paulinho abasteceu a churrasqueira nova, de 50,00,  achei meio mal acabada, mas Paulinho de dizia "também né Alberto, por cinquentinha e a grelha é de inox ,que é que você queria mais?", concordei com ele, de qualquer maneira o importante é que ela assasse, o que realmente aconteceu. O problema é o que veio depois.
Depois de devidamente abastecida com carvão Paulinho lembrou que tinha esquecido os fósforos, Putzs cara, disse eu e agora?. Olhamos para um lado e para o outro e vimos uma casa meio longe, mas ainda nas dependências do aeródromo, e que o Gabriel, filho do Paulinho foi buscar.
Aceso o fogo, trouxe minha carne, a fraldinha e o Paulinho, picanha, contra-filé, linguiças, e outras, no momento não identificadas, segundo ele num churrasco deve ter muitos tipos de carne. Começou o assamento, do contra filé e linguiças dele, e da fraldinha que eu tinha levado. Resumindo a história , quando vieram os primeiros pedaços num prato, a metade era molinha, molinha, minha fraldinha, e a outra metade dura que só o cão, era o contra- filé do Paulinho, e eu "Pô Paulo, esta tua carne está dura pra cacête E ele "vai comendo ai Alberto, deixa de reclamar, que mais tarde vem a picanha", e enquanto a picanha não vinha comemos o que tinha, evidentemente que a minha foi primeiro, depois encaramos a dura (a essa altura já haviam mais uns cinco participantes), tudo beleza, trocamos a caixa de cauda do meu T-Rex  e lá pelas 14hs. após vários vôos  de aeromodelos e alguns loopings no meu T-Rex  e  generosas rodadas de carnes com coca cola, inclusive a deliciosa picanha, lembrei que ainda iria para a Mito, pois o grosso da turma estaria lá e o lugar é perfeito para voar. Paulinho então disse "Rapaz espera um pouco que vou decolar meu avião" e eu falei OK. A esta altura começou a pintar uma dorzinha na barriga. Putz, não é possível, só pode ser o efeito da carne, mas aguentei os calafrios com heroísmo, acompanhado de corridas para o impecável banheiro do campo, todo na cerâmica de boa qualidade. Castigado pela cólica, armei minha cadeira de diretor (Supermercado Extra 39,00 na promoção) e aguardei suando frio pelo vôo.


                                         The big crash    AGUARDEM A CONTINUAÇÃO

sábado, 31 de outubro de 2009

Aguardem, churrasco e lenha grande

Muitos relatos, filmes e fotos deste movimentado feriadão ainda em curso, relatos de três locais, PS ainda da última quarta, Aeródromo Feijó, e Mito com a presença do Major Ronaldo , Comandante do CIOPAER, e muito mais, muito material escrito de variadas ocorrências nos campos de vôo. Aguardem

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Relato de um aeromodelista presente à tragédia em São Paulo

O relato abaixo e de um amigo aeromodelista que estava na pista no ato do acidente:


Qto ao lamentável acidente ocorrido aqui, eu estava voando ao lado da pessoa que bateu com o aeromodelo e a uns 5 mt da pessoa que foi atingida, ainda é díficil de acreditar no que aconteceu, mas vamos lá!



O clube daqui tinha uma falha de projeto muito grande, o estacionamento dos carros, boxes dos aeromodelos e toda a infra-estrutura foi construida do lado errado da pista (coisa de 35/40 anos atrás) então para não voarmos com a cara virada de frente para o sol (de frente mesmo), nós dávamos a partida no aeromodelo e atravessávamos (todos sem excessão) a pista para voar com o sol nas costas, quem ia atravessar além de avisar que ia atravessar sempre dava uma olhada para ver se a pista estava livre e quem estivesse decolando ou pousando fazia o mesmo, avisava e esperava a confirmação, um sistema rídiculo que nem deveria existir pois todos sabiam do risco, mas como em qulaquer clube antigo é difícil de fazer mudanças toda vez que tentávamos mudar, vinham aqueles que eram fundadores e barravam a mudança, acho que é por isso que o aeromodelismo nesta cidade está emperrado e não vai para frente (opinião minha) e olha que eu mesmo batalhei muito para algumas mudanças ocorrerem.


Na hora do acidente haviam várias pessoas conversando no local exclusivo para os que estavam pilotando, sabe, aqueles que gostam de ficar dando opinião no vôo dos outros, tanto que na hora do choque do aeromodelo o sr. Milton estava conversando com um deles, o rapaz que bateu avisou que vinha para a pista só que como estava ventando forte ele viu que não ia conseguir pousar e iniciou a arremetida e neste exato momento o sr. Milton vinha atravessando a pista e como estava conversando com outra pessoa não viu o modelo que vinha na sua direção, se ele avisou ou não que estava atravessando a pista, eu e outras pessoas que estavam lá não ouvimos, ele pode até ter falado mas eu não ouvi, e quem é piloto de aeromodelo sabe que é difícil de ficar olhando ao redor, tanto que o condutor do modelo só viu na hora que acertou, só para se ter uma idéia o spinner bateu certinho na têmpora e a hélice encarregou de fazer o resto, para mim foi morte instantânea, pois o modelo estava a plena velocidade, por isso algumas pessoas afirmam que foi um rasante e não uma tentativa de pouso, mas eu estava no local na hora e tenho certeza do que estou dizendo, só mais uma coisa, ambos os envolvidos no acidente eram amigos a mais de 10 anos e tinham uma amizade boa, enfim, uma coisa HORRÍVEL, HORRÍVEL mesmo de se presenciar e que espero que sirva de lição para outro clubes e entusiastas do aeromodelismo para que não venha mais ocorrer, pois como eu disse não é fácil!


Obs. foi devido a este acidente que eu  demorei quase um mês para retornar as atividades, mas agora já está quase tudo normal e inclusive estamos fazendo um outro clube seguindo todas as normas de segurança para isso nem sequer passar perto de acontecer novamente.


Espero ter esclarecido esta baita besteira que aconteceu!


Pedro.


Fonte: Transcrito de email do colega Wilker para    aero_ceara@yahoogrupos.com.br

ParkSide 5:30 da manhã , a cauda travou

Eu já estava desconfiado que algo estava errado com a cauda do meu T-Rex V2 que chamo de Nº 1 , mesmo ontem depois de ter recusado vender o aparelho a um empresário do ramo das topiques (vans) já senti uns tremeliques de leve no rotor do torque negativo.

Pensei, ora, isso vai passar, o que eu já devia ter aprendido é que às vezes o heli , tal como os humanos , sinalizam para um problema mais complexo, uma dorzinha nas costas pode ser um "bico de papaguaio", etc. Nos helis uma pequena travada no torque negativo que provoque uma ligeira virada de cauda, por menor que seja, poderá ser um sintoma de algo mais sério no sistema.. Pode ser um rolamento já inoperante, uma bucha, ou uma minúscula arruela desgastada, por falar em arruela pequerrita, tem uma bichinhas dessas, uma não, duas, que quando ao se desmontar o conjunto cai no chão, e tem é ZÉ para se encontrar, uma vez uma dessas caiu no chão da minha casa, e depois de mobilizar todo mundo, a faxineira, filharada, mulher, os cachorros, encontrei a desgraçada com uma lupa a mais de 1 metro do local que tinha caido. A micróbia arruela caiu e saiu rodando, acreditam? E tem uma coisa se não tiver esta arruela dessas nem adianta querer voar. Você voa mas quebra.
Voltando ao Park Side, cheguei lá , o sol tinha acabado de nascer e o vento estava uns 5 nós, beleza, vento ameno. Decolei com cautela, hoverando baixo, e nada da cauda travar, mas eu cismadão não subia. Teve uma hora que me deu um estalo. Ora, ora, se não travou até agora é porque amaciou, ledo engano. Acionei o cíclico , junto com o coletivo numa picada e acelerada braba, o bicho percorreu uma boa distância de nariz baixo em baixa altitude e acelerado,  rapidamente dei um giro de leme para a direita em conjunto com aileron, passei de picada para uma leve cabrada e o heli descreveu uma curva ascendente a direita aproando o rumo sul por cima daquela maldita caixa d'agua (não sei porque cargas d'água, eles constroem uma caixa d'agua ao lado de um heliponto). Tudo bem até ai, fiz a volta por cima da caixa, e curvei de volta para a esquerda, tirando motor de leve e forcei o giro mais à esquerda fazendo que o T-Rex ficasse de frente para mim. Ele obedeceu o comando legal. E veio, veio , VEIO..., ai dei um coletivo e um ciclico simultâneo para a direita para que o animal fizesse uma curva , para a direita DELE, que desta posição invertida era minha esquerda, pensei,  agora se a cauda travar estou fubicado, não travou, e descreveu uma graciosa curva para o leste, a proa esperada. Completou a curva e ficou novamente com a cauda para mim e se afastando, ótimo, esta é a minha praia, vou retornar e pousar para respirar. De repente ele sem nenhum comando, raivoso, se vira para mim. Cacête, quando tudo estava sobre controle este puto faz isso?. Rapidamente dei um giro, ele girou, mas girou demais e ficou de banda, mas já não obedecia com precisão às correções de rumo. Com muita dificuldade, brigando com a cauda consegui pousar de bandola mesmo. Pressentindo a minha luta, a turma dos colegas da terceira idade já se aproximava para ver a queda. Pousei legal ( + ou -) e dei um cotôco imaginário para os meus crueis assistentes.
Já em casa, e na minha bancada, estou trocando esta cauda por uma novinha em folha , qualidade align , que tenho de reserva. Depois é que vou investigar o que tinha o sistema de cauda velho. Deve ter sido a arruelinha maldita.
Bom dia de trabalho para vocês
PS: Ruben dá um pulinho aqui para se pesquisar mais uma sucatinha para o seu projeto "lowcost" carenado.
PS-2 - Feriadão pela proa começa hoje na Mito e vai até terça-feira. Não percam

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vendo mais não, mas a oferta foi boa - PS ontem

Cheguei cedo no PS (explicação para os leitores de fora do estado, PS é o Ginásio Paulo Sarasate, onde às 4ª feiras praticamos vôos indors aviões e helicópteros), e logo encontrei meu amigo Rubens com meu amigo Leno do lado de fora traçando um lanchinho na barraca da Bruna, respeite o hotdog da moça, tomei chegada, sentei e pedi um refri. Logo acompanhado do Rubens, que me ajudou carregar a tralha, adentramos no PS.  Mais uma vez o PS estava fervilhando de aero/helimodelistas. Procurei pelo Ruben e não o vi, explico minha preocupação, tinha combinado com o Cmt que ele configuraria meu heli Nº 1 , que estava parado sem voar há meses, pois apesar de ser mais novo não gostava de voar com ele. pois a configuração que tinha não facilitava o vôo, e o Ruben deixaria do mesmo jeito que o Nº 3 que eu mesmo já tinha regulado a curva de  passo e motor, segundo dica do E-Vôo. O Ruben chegou e assim foi feito, e em minutos. O Spektrun tem um recurso que permite a cópia de configurações de um modelo para o outro no mesmo rádio, rapidinho, e era isso que eu não sabia fazer. E feito isso, e trimado fui testar o bicho. Decolei cuidadoso, beleza, voando melhor do que o outro, me soltei mais, dei umas quebradas de asas para a direita, para a esquerda, fiz uns push-backs (antigo telengo-tengo de cauda), quando parava num hover o animal ficava paradinho, obediente, silencioso, esperando o meu comando. Eu estava maravilhado. De repente senti uma presença do meu lado, nem olhei, no comando de um heli se você olhar de banda,  derruba,
que me diga o Bola ontem que olhou pro heli da esquerda e tichibuung foi para a chon, como estava dizendo, senti a presença e fiquei na minha, quando pousei, um cara de maneira simples e humilde, revelou-se impressionado com a estabilidade do vôo do heli perguntou " O sr vende este aparelho? porque eu dei 200,00 num DragonFly nas Americanas e o safado num vale nada", e ai eu pensei, ihh cacête, mais uma vítima do Dragon. E deduzi, este liso (duro) aqui não vai poder comprar nem uma pá do meu heli, e então tasquei - Vendo sim, o sr já está juntando o 13ª salário por conta? E ele, "Não Sr, eu tenho uma frota de topiques (vans) (8), e posso lhe pagar agora em espécie. E eu engasguei (gulp), vendo, mas é por tanto, e para não vender (estava apaixonado pelo vôo do bichim) propus uma soma absurda, e pois não é que o disgramado aceitou na hora?. Então a pretexto de pensar melhor, entreguei meu cartão ao homem, e continuei a voar.
Não foi um vôo, foi um ballet aéreo, o heli dócil e brabo evoluia por todo espaço aéreo do PS, torrei 7 baterias, quase não sobrou pro Fábio, meu filhote, que inaugurava e muito bem seu Copter-TRex, queimou 2 baterias, e eu eu pensava, pra que vender quem me dá tanto prazer? Quando o moço ligar mais tarde vou dizer. Vendo mais não!

PS: Logo mais estarei postando o vídeo do evento e mais alguns relatos da noite, Ok?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O CopterX é uma sopa de pedras?

Vamos primeiro conhecer a história da sopa de pedras:
Ao contrário do que o nome indica, a sopa de pedra é uma sopa com muitos ingredientes, em que a “pedra” é apenas o “pretexto”. Almeirim é a Capital da Sopa da Pedra. Aparentemente, esta sopa encontra-se em muitas culturas ocidentais e tem como base uma lenda: Um frade pobre, que andava em peregrinação, chegou a uma casa e, orgulhoso demais para pedir comida, pediu aos donos da casa que lhe emprestassem uma panela para ele preparar uma sopa, de pedra, e tirou do seu bornal uma pedra lisa e bem lavada. Os donos da casa ficaram curiosos, emprestaram-lhe a panela e deixaram entrar o frade para a cozinha. O frade colocou a panela ao lume só com a pedra, mas logo disse que era preciso temperar a sopa... A dona da casa deu-lhe o sal, mas ele sugeriu que era melhor se fosse um bocado de chouriço ou toucinho e lá foi o unto para junto da pedra. Então, o frade perguntou se não tinham qualquer coisa para engrossar a sopa, como batatas ou feijão que tivessem restado da refeição anterior... Assim se engrossou a sopa “de pedra”. Juntaram-se couves, cenouras, mais a carne que estava junta com o feijão do que resultou uma excelente sopa. 

Vamos às comparações, o camarada compra o kit CopterX, o de U$ 60,00, beleza, bem ele é a pedra.
Ai você pensa, este gyro é uma meleca, vamos comprar um da Align, o ESC é uma porcaria, o soft start não tem jeito de programar, vamos comprar um da Align, e os servos, ah, estes não servem pra nada, vamos de Align, tudo bem agora?, não , é melhor trocar os links , os ball links, e o escambal, Pera ai este canopy azul é péssimo para se visualizar, vamos comprar outro. E agora tudo bem?, bem que nada este frame de aluminio empena todo na primeira chibatada, é melhor o de fibra de carbono, da Align E os parafusos?, é melhor comprar um pacote da Align estes espanam fácil e quebram em vôo.
Ok agora ele está voado beleza, não falta mais nada. É mesmo não falta mais nada, você está voando um legitimo T-Rex, o resto é a pedra da sopa..

Pilotos “que se distraíram” perdem as licenças de voo

Washington (CNN) — O FAA (Federal Aviation Administration) suspendeu as licenças dos dois pilotos da Northwest Airlines que passaram do aeroporto de Minnesota por mais de 150 milhas (300 Km) durante um período de 78 minutos sem comunicação por rádio na semana passada.
Capt. Timothy B. Cheney, 53, e o First Officer Richard I. Cole, 54, estavam pilotando o voo 188 da Northwest de San Diego, California, para o aeroporto St. Paul em Minneapolis na quarta feira quando os controladores de tráfego aéreo perderam contato com o Airbus A320 sobre Denver, Colorado.
Cheney e Cole disseram aos investigadores que usaram seus laptops pessoais durante o voo, violando uma regra da companhia, e perderam a noção do tempo, informou o NTSB (National Transportation Safety Board).
Eles só perceberam a posição do avião depois que uma comissária perguntou sobre o estimado de tempo para o pouso.
// Lá, o FAA age rapidamente. Se ficar comprovada a negligência, as licenças de voo são revogadas imediatamente, e o mesmo ocorre conosco, mecânicos habilitados pelo FAA.
Fonte: CNN

Hoje na ParkSide 6h da manhã - vôos cautelosos

Cautela porque hoje é dia de Paulo Sarasate e não posso arriscar cair. O impressionante num helicóptero é que depois de uma lenha ele sempre fica diferente, mas ai depois de uma regulada no capricho pode até ficar melhor do que antes. Caiu já sabe, uma revisão completa. O bicho é um relógio suiço.

Como estava dizendo, queimei umas 5 baterias, mas num vôo sossegado, nada de loopings, nem manobras diferentes daquelas que estou acostumado a fazer. O problema está sendo o vento, tem rajadas mais fortes que consegue até tirar o gyro do prumo (coisa pouca) e é um tal de sobe e desce provocado pelas tesouradas de vento.
Comprei meu pão, voltei com o heli inteiro, para até logo mais no PS voarmos juntos.
Bom dia de trabalho para vocês.

PS: Bola estou levando os parafusos que você pediu. Sérgio Heleno estou levando as borrachinhas do canopy conforme você também pediu. Bye

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Como ajustar um Gyro 401

Para seguir o processo que irei explicar a baixo é necessario um equipamento Futaba, sendo o rádio um 7C ou 9C digitais. Os outros rádios digitais tb têm menu pra Gyro, mas aí vocês terão que achar, ok?

Vamos lá! Primeira coisa: antes de TUDO decida o servo que você vai usar. Se for usar o 9254 ou qualquer outro digital, a chavinha "DS" (Digital Switch) no gyro deve ficar em ON. Se for um servo analógico (3003, etc) ela tem que ficar em OFF.
>> ATENÇÃO: SE VOCÊ LIGAR UM SERVO ANALÓGICO NO GYRO COM A CHAVE DS EN ON, VAI QUEIMAR SEU SERVO <<

OK! O primeiro passo é fazer o ajuste mecânico da cauda.
Coloque o servo onde você pretende que ele fique (se for um Raptor, no compartimento de servo na frente, se for ficar na cauda, coloque o servo na posição onde o quer).
Uma vez escolhida a posição do servo, ligue-o no receptor (sem gyro) e ligue o receptor com os sticks todos no centro. Isso vai centrar o seu servo (você já vai entender o porque). Com o servo centrado, desligue a bateria do receptor, de modo que o servo fique centrado e desligado.
Até aqui temos basicamente um servo centrado posicionado no helicóptero.

Com ele ainda centrado, coloque o pitch-slider (peça que corre pra esquerda e pra direita no rotor traseiro, dando pitch nas pás) no centro. A idéia é fazer com que o servo fique centrado e o pitch slider também.
Com ambos centrados, você só precisa agora ajustar o tamanho da vareta que liga ambos, de forma que quando você ligar o rádio com os sticks no centro, seu rotor traseiro vai estar com 0 de pitch mecanicamente.
Acho que tá dando pra entender, né?
- Centrar o servo
- Centrar o pitch-slider
- Ajustar a vareta pra que quando um estiver centrado, o outro também esteja

OK?
Proximo processo.

Hora de ligar o Gyro no receptor.
Em receptores Futaba, o fio do Gyro com 3 cores vai no canal 4 (leme), e o fio amarelinho sozinho vai no canal 5 (ganho).
O servo vai no único conector que sobra no próprio Gyro (não se esqueça do negócio da Digital Switch! Não vá queimar seu servo!).

Bom..
O fato é que é praticamente impossível ajustar um Gyro em Heading Hold mode, porque ele fica se corrigindo sozinho a cada movimento que você fizer. Por isso precisaremos ir até o Normal Mode pra ajustá-lo e depois passar este ajuste pra Heading Hold mode.
Pra isso vamos entrar no menu GYRO do seu rádio Futaba.
A primeira coisa que precisamos mudar é escolher uma chave pra ele.
No menu Gyro, provavelmente vai estar escolhido INH (Inhebited, ou desligado). Troque isso pra ON e algumas opções vão aparecer.
Eu uso um 9CHP, próprio pra helicópteros então eu gosto de colocar o Gyro pra ajustar na chave E, que é uma chave de 3 posições. Assim eu posso colocar o Gyro em Normal Mode, Off (desligado) e HH mode na mesma chave.
Pra fazer isso é só pegar no menuzinho SW (Switch) e colocar a letra E nele.
Escolha também o modo GYRO (Mode = GY). Dá pra fazer no modo Standard também (Mode = STD), mas no GY você vai ter mais flexibilidade ao mudar de modo pela chave.
OK até aqui?

- Gyro: Mudar de INH pra ON
- Chave: escolher E ou qualquer outra de 3 posições do seu rádio
- Mode: escolher GY

Agora é hora de ajustar a chave pra mudar o tipo de ação do Gyro.
Ainda no menu de Gyro, se você escolheu uma chave de 3 posições, você vai ter algo como

UP> N 50%
CT> N 50%
DN> N 50%

Isso quer dizer que quando a chave estiver pra cima (up), seu gyro vai estar em modo Normal (N), operando em 50%. E isso pra Centro (CT) e quando estiver pra baixo (DW).
É isso que vamos mudar.
Diminuindo esses 50% até 0, e aí pra negativo, o modo do gyro vai mudar de Normal (N) pra AVCS (A) e vai começar a subir o número do ganho.
Vamos mudar isso até ficar assim:

UP> A 50%
CT> A 50%
DN> N 50%

Note que a posição DOWN continua em Normal mode e 50%, ok?

OK! Hora de descobrir se nosso Heading Hold mode está certinho. Se não estiver, teremos que inverter o canal do Gyro.
Ligue o Gyro (pela última vez.. se você largou um servo analógico ligado como digital, aqui é a última chance que você tem de mudar isso sem queimá-lo!!)
O Futaba 401 tem um led vermelho que fica ACESO quando estamos em modo Heading Hold e PISCA quando estamso em modo normal. Então o negócio é simples: ligue o receptor e a luz do gyro deve piscar 2 ou 3 vezes e ficar acesa. Se ela continuar piscando, temos que ir no menu Reverse do rádio e inverter o canal 5 (ganho).
Desligue e ligue novamente o gyro e agora ele deve ficar aceso.

OK? Já progradimos bastante.
Temos o o servo e o pitch slider alinhados no centro
Temos o Gyro instalado
Temos o canal de ganho do Gyro ajustado corretamente
Agora vamos ajustar o Limite do Gyro

Com o gyro ligado (e já respondendo a pergunta acima, sim, Up e CT é 50% AVCS.... down é 50% Normal), a luz deve ficar sempre acesa.
Agora, se você bater a chave (que está em down até agora) pra CT ou pra UP, você vai notar que a luzinha do gyro apagou. Você desligou o modo Normal do Gyro e entrou em modo neutro.
Com ele assim (luz apagada), coloque o stick do leme do rádio todo pra um lado (tanto faz qual) e muito provavelmente o pitch slider vai bater em um dos cantos do rotor de cauda. Agora você vai girar o potenciômetro pra de LIMIT até que ele não bata mais. Ele tem que chegar BEM BEM BEM Pertinho, mas NAO PODE BATER.
Aqui é onde você entende por que centralizar o servo e o pitch slider no começo do processo: se ele estiver bem no centro e você ajustar ele pra não bater através do Limit, quando você colocar pro outro lado ele também não vai bater.
Se o pitch slider estiver batendo de um lado e do outro não, é sinal que ele não está centralizado com o servo e você vai ter que rever os primeiros passos (ajuste de centro e do tamanho da vareta). Quando ele estiver exatamente no centro (ou bem próximo), a mesma folga vai existir tanto pra um lado quando pro outro quando você mexer o stick do leme no rádio.
Simples, né? Acho que deu pra entender.
Ótimo! Já está acabando!
O potenciometro DELAY do Gyro é pra servos antigos e ele diz ao gyro quanto tempo ele deve esperar antes de começar a agir. Tente manter ele em 0 sempre. Só mude se seus servos forem antigos ou se as características do seu vôo assim pedirem. O ideal é ZERO.

Só tem mais dois passos pra terminarmos.
O primeiro deles é ver a direção do gyro e do leme.
Isso pode variar de helicóptero pra helicóptero, então, é bom consultar no manual. Nos meus helicópteros, olhando ele por trás (com o rotor traseiro pra mim), se eu dou leme pra DIREITA, o pitch slider vai pra DIREITA. Se eu dou leme pra ESQUERDA, o pitch slider vai pra ESQUERDA. Isso depende do heli que vocês montarem. Sigam o manual. Caso estejam com a direção inversa, vão no menu REVERSE do seu rádio e invertam o servo. É simples.

Outra coisa: se eu pego o heli pela cauda (ainda rotor traseiro pra mim) e giro ela pra DIREITA, o pitch slider vai pra ESQUERDA. Se giro ela pra ESQUERDA, o pitch slider vai pra DIREITA pra compensar.
Pra isso eu não dou NENHUM COMANDO DE LEME. É o Gyro agindo SOZINHO.
Neste caso, se você girar a cauda pra DIREITA e o pitch slider for pra DIREITA também, ou se você girar a cauda pra ESQUERDA e o pitch slider for pra ESQUERDA, é preciso acionar a chave REVERSE do gyro, pois o leme está funcionando corretamente e só o gyro que está invertido.

OK!! Estamos acabando! Agora é so pegar seu rádio, voltar no menu GYRO e vamos trocar tudo pra AVCS 70%. Eu acho 70% bom pra um primeiro vôo.. vamos deixar a chave:

UP> A 70%
CT> A 70%
DN> A 70%

Esse valores são apenas uma opinião pode usar outros valores.
Salve, desligue. Desligue o receptor.
Ligue o rádio, ligue o receptor e SEM DAR COMANDO NENHUM aguarde 5 segundos. A luzinha deve ficar ACESA.
Refaça os testes de leme (dando comando pra esquerda, pitch slider pra esquerda, dando comando pra direita, pitch slider pra direita, sem dar comando e girando a cauda pra esquerda, pitch slider pra DIREITA e sem dar comando e girando a cauda pra direita, pitch slider pra ESQUERDA).
Está assim?


Parabéns! Seu gyro está ajustado


Creditos: Alex Venom e Guilherme.  E-Vôo

Ou foi o dedo?

Eeeeeeita, meu amigo Paulinho, vc fez falta na Mito, "last weekend", vamu se ver lá no PS, que já soube que vai ter na 4ª feira.
Descobri a causa do meu crash de domingo último na Mito, após meu 4 ou 5º looping, com IDLE, na saida do loop o heli saiu torto, de banda, o que não é normal, tentei ajeitar, mas senti na mão que era problema de  estrutura, quando fui buscar os destroços percebi que o link (do pro) estava fora do ball link, achei que era por isso. Mas não era, agora na bancada percebi que o meu jesus xing de aço puro , quebrou no ar, e em consequência soltou o link.
OU FOI O DEDO?.

Mito, domingo, enquanto não vem o vídeo

Vamos aos relatos de domingo na Mito:
Começando pela história do anel, ops, aliança que o nosso guru máximo entregou, o caso foi o seguinte, Mr Emerson foi solicitado para uma performace de helicóptero em que em pleno salão de recepção do casamento o heli pousaria e nos skids conduziria as ditas alianças para os noivos, e assim foi feito, e segundo o Emerson, que já chegou na Mito, ele mesmo fazendo, à minha amigável "provocação" um trocadilho entre aneis e alianças (o nosso nível de amizade permite isso) , teve uma certa dificuldade em pousar no ambiente, e explicou "O combinado era para que os convidados ficassem restritos fora do circulo definido para o pouso, mas ao invés disso eles invadiram a área e consegui pousar com dificuldade", pois é Cmt Emerson, ainda bem que deu tudo certo e como diria o nosso grande poeta português Fernando Pessoa " Tudo vale a pena quando a alma não é pequena", senso de humor é tudo. A propósito filmei uma exibição do dito heli escala, vermelho, lindo vôo, mas vamos aguardar a edição.
No decorrer do dia iremos aqui relatar o restante das histórias e postar o vídeo , ok?, aguardem
Abraço forte

domingo, 25 de outubro de 2009

O melhor vôo é o seu vôo ou o vôo sugerido?

Resposta: É o vôo que te faz feliz, explico:
Mito, sábado a tarde, pilotos e público lotando as dependências daquele imenso estacionamento público que adotamos como "nosso". Uns no verme para voar, outros no verme para fofocar, trocar idéias, ou simplesmente olhar os outros voando, e quem sabe aprender alguma coisa, ou talvez ensinar. Ensinar?, sim, além do nosso guru máximo Mr Emerson, nosso professor oficial, temos também uma nova safra de novatos que não resistem a uma palpitação. E tome palpite. Voe assim, voe assado, acredito na boa fé dos calouros, mas o que se deve entender é o seguinte, apesar do desejo de se ver o outro voar à nossa maneira existe em cada um em determinado momento um pensamento diferente. Até de nem voar, ou de não se fazer uma manobra, que se sabe mas não se está afim de se fazer. Enfim a liberdade de fazer ou não fazer e ser feliz assim. Eu pessoalmente gosto de saborear minhas conquistas devagarzinho, é como se estar tomando um sorvetinho, curtindo, e alguém chegasse perto de mim e dissesse, come logo a casquinha, ou então, lamba logo a cobertura!, ora, ora, o sorvete é meu e tomo como quiser, não é mesmo?
A propósito gostei da atitude do Ricardo do Som ontem, chegou, sentou na cadeira do diretor (a minha ahaha) e não teve zé mané que fizesse ele voar, eu até pedi para mostrar para uns visitantes com se voa um helicóptero, e ele, NÃO, NÃO !!!, é claro que respeitei o momento que é dele e não mais insisti. O momento de cada um deve ser respeitado.
Para encerrar quero narrar um fato engraçado de ontem, um cidadão todo solene chegou por lá e se dirigindo a mim perguntou  " Aqui é um clube?" e eu respondi, não senhor aqui é um estacionamento  que a gente se reúne aos fins de semana. Detesto dar uma de "Seu Lungas", mas tem cada pergunta...
A Mito é isso, um estacionamento, mas com alma, com gente e com companherismo.
Ité mais tarde, abraços

sábado, 24 de outubro de 2009

ParkSide 5:30h da manhã, vento zero, idle 100%

 Hoje amanheci ansioso para testar a nova configuração de motor e passo sugerida pelo Fábio Jerena do E-Vôo:
Motor   0: 0%, 1: 50%, 2: 70%, 3: 85%, 4: 100%
Passo:   0: -2º, 1: INH, 2: +6º, 3: INH, 4: +11, 

No caso é indicada para vôos sossegados em que o que se faz é uns treinos de frente e ensaios para o turno de pista. Tudo funcionou direitinho, heli manso na decolagem e no pouso, estabilidade no ar ( não ficou bobão no vento) porque tinha bastante motor (70% já no meio do stick) e pouco passo de início de decolagem (+6º e muito passo no final do curso do stick, +11º), é claro que vai do gosto de cada um, no meu caso funcionou muuuuito bem.
Deixei uma configuração braba de 100% de motor no IDLE e mudança no exponecial para as manobras que exigem mais da máquina (por enquanto só loopings) mas no simulador já treinando roolls (que eu pensava que podia ser feito sem usar o negativo) e dorso que evidentemente precisa do negativo.
Ainda me atrapalho e muito na hora de desfazer o idle e o elev. d/r (as duas alavanquinhas do lado esquerdo do rádio) e às vezes pouso com o idle acionado por medo de me confundir e tirar os ohos do heli para ver onde está a alavanca do idle. O ideal é treinar a manipulação do rádio com tudo desligado e de olhos fechados fazer todos os movimentos. Foi assim que aprendi montar e desmontar um fuzil quando servi o exército, a diferença é que lá se vacilasse era cadeeeeiiiaaa, ahaha, (puxei várias, mas não por isso)
Bem hoje deu tudo certo, heli bastante gostoso de voar e brabo , cavalo do cão , quando foi necessário para as manobras mais radicais.
E os velhinhos?, bem os putos passaram ao largo, hoje não teve quedas para eles gozarem.
Até mais tarde na Mito, Abraços

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Curva de aceleração e passo (para iniciantes no hobby)

Bom, neste tutorial vou explicar algumas coisas que julgo serem básicas e necessárias para qualquer um que estiver iniciando no hobby, estas informações são fundamentais para se iniciar as regulagens do helimodelo. Serei sucinto mas tentarei elucidar as principais dúvidas e acredito serem as mais freqüentes quando os novos helimodelistas começam a fazer as regulagens do modelo.
Primeiro vamos entender o que é passo variável, este é um recurso mecânico responsável por aumentar ou diminuir o empuxo (força que gera a sustentação da aeronave) gerado pelas asas rotatórias do helicóptero (adotando-se uma rotação fixa como referência), a asa muda seu ângulo de incidência sendo que para nossos helimodelos as asas são simétricas e permitem fazer vôos invertidos (de dorso), portanto as asas podem se posicionar de maneira a formar ângulos de incidência positivos ou negativos, que na maioria dos modelos encontrados no mercado vão de -11 à +11 graus. Portanto para que o helicóptero suba, desça, faça vôos de dorso o passo do rotor principal é alterado, porem concomitante a isso ocorre a variação da potência entregue ao motor, ou seja, para que o helicóptero voe há uma combinação de variação de passo e de potência no motor (com exceção de quando se trabalha com o governador que mantêm uma rotação fixa e se varia apenas o passo, desta forma se aproveita melhor a curva de potência/torque do motor ).
Conhecendo essas informações logo nos defrontamos com 2 regulagens básicas, curva de aceleração do motor (a) e curva de passo das asas (b), portanto o empuxo gerado pelo sistema (de maneira grosseira) é uma função do tipo “empuxo(a,b)”. Isso parece um mistério para os iniciantes mas é algo extremamente simples e o mais importante, o ponto de partida geralmente é fornecido pelo fabricante. Não vou me estender muito neste assunto mas mexer nestas regulagens é muito parecido com mexer em carros originais de fábrica, se você aumentar a potência por exemplo aumenta o consumo e desgaste das peças e vice e versa, entra naquele “velho esquema de compensação”, portanto o ajuste de curva de aceleração e curva de passo não é necessariamente uma lei, uma regra, um dogma. Cada um ajusta do jeito que lhe agrada, de acordo com seu estilo de pilotagem, de vôo, de acordo com tipo do helicóptero que se possui (claro, sempre respeitando limites pois não pense que se você ajustar a aceleração e o passo do jeito que você bem entender o helicóptero vai voar ou até mesmo voar como desejado).
Para a regulagem da curva de aceleração o conceito é simples, você define a potência entregue ao motor de acordo a posição no trottle (stick da mão esquerda, na direção vertical, sentido para baixo e para cima), num radio de 5 pontos como o meu (DX7 Spektrum) eu uso a seguinte configuração:
0: 0%, 1: 50%, 2: 70%, 3: 85%, 4: 100%
Ela representa o seguinte:
No curso completo do trottle existem divisões imaginárias de 25%, 50%, 75% e 100%, ou seja, em 0% de curso 0% de potência no motor, em 25% de curso 50% de potência no motor e assim por diante, os valores intermediários são interpolados pelo próprio radio, eu uso esta configuração pois não gosto de acelerar muito para o heli começar a decolar (claro que com essa configuração, quando mudo meu modo de vôo de Normal para Idle 1 se ele não estiver bem ajustado a troca gera variação brusca no vôo do heli), portanto siga o conjunto de regulagens sugerido no manual que vc não terá esse tipo de trabalho, que muitas vezes pode se tornar um problema para os menos experientes, claro, siga também o manual do seu radio pois cada um têm uma sistemática de ajuste (estude-o, é o meu conselho).
Então como já temos definida a curva de aceleração definimos a curva de passo, essa segue os mesmos princípios, continuam sendo 5 pontos de ajuste, é acionada pela mesma movimentação do stick porem agora o que varia é o passo das asas e para isso necessitamos de uma ferramenta, o famigerado e impiedoso Pitch Gauge que é um verdadeiro trauma para quem nunca trabalhou com ele (eu mesmo quando comprei não tinha idéia de como usa-lo...kkk). O Pitch Gauge é uma espécie de régua/transferidor que possibilita ajustar o passo das asas do heli com relativa precisão, é uma ferramenta fundamental para quem quer ajustar o heli, pois sem ele não se têm condições de precisar os ajustes dos ângulos de incidência das asas e vai fazer com que a regulagem seja totalmente empírica levando muito mais tempo e muitas vezes não obtendo um resultado satisfatório.
As fotos à esquerda servirão de guia para entender como é feita a regulagem do heli, neste caso estou configurando a curva de passo normal no meu radio (vôo calmo, sem manobras, sem trabalhar com passo negativo em vôo), na verdade eu uso -2º com o trottle em 0% para facilitar a aterrissagem do heli (vai de gosto). A regulagem foi a seguinte: 0: -2º, 1: INH, 2: +6º, 3: INH, 4: +11, ou seja, em 0% do curso do stick o motor não estará funcionando (0% de potência) e o passo está em -2º, conforme se começa acelerar e entregar potência ao motor o passo vai subindo gradativamente, quando se estiver em 50% de aceleração o passo estará em +6º e a potencia no motor em 70%, resultado, o heli estará voando... Os pontos marcados como INH quer dizer inabilitado e é um recurso do meu radio (não sei se todos têm...) mas ele me permite não preencher este ponto, na verdade ele é configurado por herança (através de interpolação que o próprio rádio faz).
Vejam as fotos, do lado esquerdo elas falam por si:

Fonte: Fábio_Jerena        E-voo.com